Como cantou Caymmi, “Quem não gosta de samba, bom sujeito não é”! Este ano, o mais brasileiro de todos os ritmos completa cem anos. Para celebrar um dos gêneros musicais mais importantes do país, Brasília recebeu as cantoras Mart’nália e Dhi Ribeiro em show para homenagem ao Centenário do Samba na ARUC, reduto so samba de Brasília, produzido pelo Beco da Coruja Produções.
A cantora, atriz, compositora, percussionista, instrumentista Mart’nália, que é filha de Martinho da Vila, samba desde que nasceu. Já esteve quase uma dezena de vezes na capital, mas fará pela primeira vez a apresentação do CD Misturado. O show traouxe faixas do LP da cantora, lançado em 1985 com rock, pop, xote e samba. Mart’nália subirá ao palco com Humberto Mirabelli (violão e guitarra), Rodrigo Villa (baixo), Menino Brito (percussão e cavaco), Macaco Branco (percussão) e Raoni Ventanape (percussão) e prometem um show vibrante.
“A Sonora Mart’nália” está entre as artistas mais completas que eu conheço. Que cantora!… O seu canto é doce, negro, suingado e o seu timbre é especial.Tem corpo de dança para qualquer ritmo e gosta de dançar,toca violão e é percussionista de quase todos os instrumentos de ritmo. Compositora popular, é minha parceira e membro da Ala de Compositores da E.S.Unidos de Vila Isabel, palavras de Martinho da Vila.

“Os shows em Brasília sempre são especiais. O brasiliense tem muita energia; canta e dança junto, até o último acorde. Um lugar mágico e especial para mim”, elogia a animada e multifacetada artista.
A abertura do Show em Homenagem ao Centenário do Samba ficou por conta da Dhi Ribeiro, uma cantora, que traz em suas veias o mais tradicional samba do Rio, o afoxé, o samba de roda da Bahia e a diversidade cultural e musical tão típicas da mistura brasiliense. Dhi é dona de uma voz inconfundível e de memoráveis interpretações. Ela  traz em seu DNA a tradição do afoxé e dos Filhos de Gandhi que tem seu avô como fundador e a raiz africana de sua bisavó, a primeira mãe de santo de Salvador.
No repertório, canções de grandes compositores do samba, como Noca da Portela e João Nogueira, entre outros. “Como é uma homenagem aos 100 anos de samba, queremos homenagear essas grandes figuras que mantiveram a chama do gênero acesa e são nossas referências musicais”, disse Dhi Ribeiro. A cantora dividiu o palco com sua banda, formadapor Félix Jr (violão), Dudu Hermógenes (cavaquinho), Emanuel Santos (cavaquinho), Adil Silva (trombone), Manga Vieira (bateria) e Ítalo Silva e Alexandre Cidade (percussão).