Realejo sugere uma nova leitura que retrate uma maneira diferente de ouvir as composições de Heitor Villa-Lobos e Claudio Santoro, apresenta peças  indígenas da obra de Villa-Lobos de 1919 a 1942, datadas do período Modernista; e das Canções de Amor de Claudio Santoro, composta entre 1957 e 1960 sobre os poemas de Vinicius de Moraes, que completaria 100 anos de idade em 2013.

Para a releitura das canções, com os arranjos de Daniel Baker, segue uma  “roupagem” que dilui as linhas que dividem o erudito do popular, assumindo estas concepções de maneira mais orgânica e cíclica ao longo da apresentação. Possui um formato popular com instrumentos eletrônicos e também instrumentos acústicos. Realejo, sugere um inusitado desempenho, uma aproximação da atualidade com um dos compositores mais admirados e respeitados deste país.